Somos Fãs do SBT

A origem do nome Silvio Santos

Publicado por: Laís em: 12 Outubro 2008

“As vezes me perguntam: e qual é a origem do nome Silvio Santos? A coisa foi assim: minha mãe costumava chamar-me de Silvio, em vez de Senor. Um dia, quando fui entrar no programa de calouros do Jorge Cury, o Mario Ramos, produtor, perguntou o meu nome. ‘Silvio’, respondi. ‘Silvio de quê?’. Eu disse: ‘Silvio Santos – porque os santos ajudam’. Foi um estalo que me deu, uma coisa de momento, que pegou. Também foi uma maneira de disfarçar, porque meu nome, Senor Abravanel, já estava muito ‘manjado’ nos programas de calouros, pois sempre ganhava alguma coisa. E ficou até hoje, tanto que nas minhas malas de viagem eu coloco a etiqueta ‘Silvio Santos – Senor Abravanel’.”

“Aos 18 anos chegou o momento de eu servir o Exército. Calculem onde fui servir? Em Deodoro, na Escola de Pára-quedistas, porque confesso que sempre fui amante das emoções fortes. Nesse período, de cabeça raspada e aluno da Escola de Pára-quedistas, tive de ‘maneirar’ durante uns tempos nas minhas atividades de camelô. Imaginem a ‘cana’ dura que seria se eu fosse pego vendendo bugigangas… Era preciso honrar a farda de soldado que eu estava vestindo, e digo isso sem demagogia porque, podem ver a minha ficha na Escola de Pára-quedistas, sempre fui um bom soldado. Tanto que durante o período em que lá estive dei cinco saltos considerados bons, porque não me machuquei, não rasguei o pára-quedas, não torci o pé nem tive medo de saltar. E, como nesse período eu não poderia ser camelô na rua, devido a minha ‘posição social’ de soldado pára-quedista, voltei para a rádio…Na Escola de Pára-quedistas do Exército eu podia sair aos domingos. Então comecei a trabalhar no programa do Silveira Lima, aos domingos e de graça. Não ganhava nada, mas fazia uma coisa que me agradava e que, em última instância, me realizava…Com a vivência que mantive, então, com locutores, artistas e animadores, diretores da Rádio Mauá, passei a encarar a profissão de radialista sob outro aspecto, o da seriedade e o da nobreza. Assim, quando saí do Exército, já não podia voltar para a avenida Rio Branco para vender quinquilharias. Já estava bem encaminhado dentro da rádio. Fora estimulado por vários colegas e senti que tinha jeito para isso. Passei para a Rádio Tupi, acompanhando o Silveira Lima, que se transferia para aquela emissora.”

Arlindo Silva, autor de A Fantástica História de Silvio Santos, conta que: ”Em seu novo programa Silvio Santos ganhava 2 contos por mês, mas não estava satisfeito, pois achava pouco para os seus gastos, e ’se virava’ com cachês extras. Fazia figurações na TV Tupi, mas continuava insatisfeito com o que ganhava e, de novo, sentiu vontade de camelotar. Mas, em vez de ir gritar na avenida, vendendo perfurmes, cintos, canetas e bonecas de corda, Silvio encontrou outra solução, pela qual ganharia mais dinheiro, com mais dignidade: passou a vender cortes de fazenda, relógios, jóias, colares e sapatos sob medida, nas repartições públicas, escritórios e obras. Só então começou a ganhar bem novamente. Trabalhava na rádio e se dedicava aos outros negócios nas horas vagas. Até que deixou a Rádio Tupi e passou a ganhar bem novamente. Começou a trabalhar na Rádio Continental, que possuia estúdios em Niterói”.

Amigos, a história continua, não percam o próximo artigo, vou contar para vocês como Silvio Santos transformou em bom negócio os translados noturnos das barcas do eixo Niterói – Rio de Janeiro.

Leia os artigos anteriores:

A Fantástica História de Silvio Santos

Silvio Santos – O Menino Que Nasceu Na Lapa 

Silvio Santos: “Como me tornei camelô”

Senor, olha rapa!!!

Silvio Santos foi “colega de trabalho” e “macaco de auditório”

 

Deixe uma resposta

Arquivos